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quinta-feira, 24 de julho de 2008

1 ano

Se hoje eu sou forte, devo muito a você. Minha mãe, meu exemplo.

Você me ensinou a enfrentar o mundo e encarar as coisas como elas são. Afinal, pra tudo existe uma solução. Você me mostrou que o sofrimento é inevitável, mas que é possível passar por ele sem perder a dignidade.

Foi com você que eu aprendi a rir das coisas mais bobas e também, ser um pouco implicante de vez em quando. Aprendi a valorizar as coisas simples da vida e as pessoas que amamos. O seu bom-humor (às vezes não tão bom assim) me fazia acreditar que você ainda tinha forças pra lutar. E, você sabe, eu lutaria com você até o fim. E eu lutei...

Eu ainda penso em você todos os dias e, muitas noites, te encontro nos sonhos. Sinto saudades, daquelas boas, que enchem os olhos de lágrimas e me fazem esboçar sorrisos. Às vezes, fico lembrando dos momentos que passamos. As noites preparando o jantar e ouvindo suas músicas, assistindo algum programa chato na televisão ou até mesmo brigando por algum motivo bobo. E só hoje, que eu não tenho mais você, eu vejo como esses momentos eram tão simples e, ao mesmo tempo, tão únicos e especiais.

Jamais quis te perder tão cedo. Eu ainda tinha muita coisa pra dividir com você. E hoje, o que me resta é ser forte. Do jeito que você me ensinou.

Na memória, guardo as lembranças. Na mente, a certeza de que agora você está bem. E no peito, a saudade imensa que eu sinto e, eu sei, jamais terá fim. Assim como meu amor por você.

(18 de julho de 2008)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Smiths

“And if a double-decker bus crashes into us
To die by your side, such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck kills the both of us
To die by your side
Well the pleasure and the privilege is mine”

There is a light that never goes out - Smiths

Não conheço declaração de amor que deixe de lado os clichês sem perder o romantismo.
Que soe, ao mesmo tempo, tão cruel e tão sensível.
Só essa.


(24 de março de 2008)

Miss you

No meio do silêncio esurdecedor, a certeza do que havia acontecido. O caminho tão curto, jamais parecera tão longo, assim como a noite jamais fora tão escura. Na mente de cada um, a tormenta do que poderia ter sido e não foi, não era e, talvez jamais será. Ao ouvir as palavras mais indesejadas, meu coração não disparou. Ao contrário. Tudo parecia estar fora dos eixos. Ondas de calor e frio invadiam meu corpo, lágrimas de dor e amor percorriam minha face. É como perder os sentidos. Doía tanto que eu já nem sentia mais. Ou não queria sentir, sabia que o pior ainda estava por vir.

Mas como você sempre disse, cada um recebe a missão que é capaz de cumprir. E das missões, a sua última foi trazê-lo de volta para nós ainda que você não pudesse mais ficar. E a minha missão, eu sei que vou cumprir, mesmo com as feridas e cicatrizes que jamais irão sumir. Você, de onde estiver, vai me ajudar e nós vamos CAMINHAR juntas. Eu sempre te amei e sempre vou te amar. Sempre vou ser a sua garotinha caçulinha.

Na memória, eu vou guardar as boas lembranças. Na mente, a certeza de que está tudo bem agora. E no peito, a saudade.


(20 de julho de 2007)

Cores, amores

“Quero suas cores contrastando com as minhas. E seus aromas misturando-se com os meus.”

(9 de abril de 2007)

Dizer sem nada dizer...

Dizer sem nada dizer. Ser sem, na verdade, ser.
Pode ser que nunca tenhamos sido amigos, apenas amigos. E que os olhares nunca tenham sido apenas olhares.

Já faz um mês, mas não são trinta dias. Embora pareça muito mais e muito menos. Te descobrir é sensacional. Você me surpreende. Me apaixonar por você todos os dias é inevitável. Você me inspira. Você me leva aos extremos. Suas cores me iluminam, seu olhar me fascina e seu sorriso me cativa.

E foi naquele momento, novamente em seus braços, quando senti meu sangue, que pensei ter congelado em minhas veias, ferver de novo por alguém. E meu mundo, que havia estado tão fora de rotação, parecia, finalmente, voltar aos eixos. E foi inevitável questionar...enquanto eu insistia nas mesmas coisas e cometia os mesmos erros, onde é que você esteve? E sabe o que é pior? Ou eu diria, ainda melhor? Você esteve bem ao meu lado e me viu quando eu parecia estar invisível.

(28 de fevereiro de 2007)