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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Believe

Some time ago, a friend said to me that I should believe in myself and in my abilities. That I should fight for what I want and do whatever I picture myself doing.

Some time ago, I posted these same words here and, since then, I’ve thought about the same questions, the same doubts. “What do I picture myself doing?”, “What am I good at?”.

May be, in this time I’ve been thinking about these things, I could find some answers to the questions on my mind. But there are so many things about me that I still don’t know. I still don’t know what I am good at. And I don’t think I’ll discover it very soon.

What I know is what everyone should: I want and I need to believe in my dreams. It doesn’t matter what it is…I just need to believe.

(21 de agosto de 2008)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A gente cresce e nem percebe

O tempo chuvoso e preguiçoso de ontem quase fez com que eu voltasse para casa direto, sem antes passar na faculdade. Mas, mais uma vez, venci essa batalha tão corriqueira e apareci na aula como deveria.

Na volta, peguei o metrô na estação Sé e, como de costume, parei próxima à porta e segurei no apoio à minha esquerda. Quando o trem saiu do lugar, a pessoa que estava ao meu lado quase caiu. Olhei pra ela e ela olhou pra mim com aquela cara de 'oops, essa foi por pouco'. E foi aí que eu a reconheci: Patrícia havia estudado inglês comigo há uns dois anos e, desde que ela parou as aulas, nunca mais a tinha visto.

Ela era uma aluna até aplicada, mas o que eu achava legal mesmo nela era a forma como se vestia. Patrícia é baixinha como eu, magra e estava sempre de calças largas, blusinhas básicas e tênis de mano. Talvez, não tenha nada a ver comigo, mas sempre curti esse tipo de estilo, despojado.

Mas ontem, quando a vi, percebi que ela não havia mudado muito mas, também já não era mais a garota estilosa que eu conheci. Vestia roupas normais, de gente que cresceu e foi obrigada a deixar alguns gostos pra trás: calça social, sobretudo preto, camisa branca, bota bico fino com direito a crachá pendurado no pescoço.

Foi aí que eu olhei o meu reflexo na porta do trem e me dei conta que eu também não sou mais a mesma menina de dois anos atrás. Agora, eu também visto roupas de gente que cresceu e foi obrigada a abandonar antigos gostos. E todas as minhas idéias, princípios, sonhos e vontades foram renovados junto com as roupas que eu guardava no meu armário.

E então eu percebi algo que eu já deveria saber: eu cresci. E a Partícia também. Não tem como fugir, tem?

(08 de agosto de 2008)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Ichi Rittoru no Namida

Passei o domingo quase inteiro assistindo ao seriado japonês Ichi Rittoru no Namida*. Assistir à série, me fez pensar em muitas coisas. Na (minha) vida, na (minha) morte, na (minha) dor, no (meu) sofrimento. Me fez pensar que a felicidade e a tristeza estão dentro de cada um de nós, independente dos motivos que temos para sorrir ou chorar. Mas não existe sofrimento que mereça ser desprezado.

Depois de assistir e derramar “um litro de lágrimas”, não consigo parar de perguntar, “por qual motivo estamos vivendo?”. Até onde devemos chegar? Pelo que devemos lutar? No que podemos acreditar? E as respostas...ah, as respostas, eu receio que jamais vou encontrar.

Acredito que para todo sofrimento exista uma recompensa, um aprendizado. Eu sei que tudo que já passei não é nem metade do que muitos outros passaram ou ainda vão passar. Mas é o fardo que posso carregar com toda minha dignidade. É o fardo que me fez/faz enxergar que eu ainda tenho muito o que aprender, tenho muito pelo que lutar e que eu ainda posso, apesar de tudo, acreditar em muitas coisas.

A chave pra felicidade talvez seja ter esperança e lutar por aquilo que acreditamos. Talvez, apenas talvez. Mas se não for isso, então, o que pode ser? Por que estou aqui? Por que estou vivendo? A vida não pode ser passageira, descartável...e se for, por que sofremos? Por que...? São tantos porquês.

*Em português, a série se chama Um Litro de Lágrimas e conta a história de Aya Ikeuchi, uma menina de 15 anos que descobre sofrer de Degeneração Espinocerebelar. Com o tempo, quem sofre dessa doença progressiva, perde os movimentos dos quatro membros, a fala e, aos poucos, o organismo todo fica debilitado. A série é inspirada na história real de Aya Kito, que sofreu durante 10 anos com a degeneração.

(28 de julho de 2008)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Paixão

Desde que me conheço por gente, tenho uma paixão chamada paixão.
Amo estar apaixonada e estou todos os dias. Por tudo que faço e por todos que amo. A paixão é meu combustível, meu motivo pra sair do lugar.
E, se um dia isso acabar e a paixão não existir. Então, eu não existo mais também.


(21 de julho de 2008)

Longe...

Sempre que começo a pensar muito na vida, sinto um leve (nem tão leve) desespero. Os motivos são os mesmos: medo de não ser boa o suficiente, de decepcionar, de não chegar onde quero...enfim, nem vale à pena enumerar. Sei que isso é bom, pois me faz aprimorar aquilo que tenho de melhor: a determinação. Mas muitas vezes, o receio de falhar me torna uma pessoa um tanto neurótica e insatisfeita.

Tenho medo das mudanças que estão por vir, no entanto, são elas que me motivam, me fazem querer mais e acreditar que, sim, eu posso chegar onde eu quero. Ainda que “onde eu quero” seja algo tão inconstante e indefinido: longe.

(17 de julho de 2008)

Destino, acaso

Às vezes fico pensando no destino. No acaso. Na vida. Coisas complexas, subjetivas, sem explicação. Mas teimo em pensar nelas e, quem sabe, um dia entendê-las.
Será que destino existe? Será que tudo realmente está escrito?

Observando os últimos acontecimentos, eu, que sempre pensei acreditar nele, sou obrigada a dizer que talvez não. Não exista. Nos últimos dias, parei pra pensar e refletir. E cheguei à conclusão – nada conclusiva - que muitas coisas teriam acontecido ou deixado de acontecer por um simples detalhe. Um simples acaso.

Aquele encontro que você perdeu, o telefonema que você não atendeu, a pessoa que você não conheceu....enfim, simples detalhes que são capazes de mudar uma vida. Um destino. Que são capazes de unir e separar vidas e destinos.

Sempre aplico essas reflexões na minha vida e seus acasos. No meu destino indefinido. E são tantos “e se”, que nem sei por onde começar.
E se não tivesse sido contratada na Band?
E se não tivesse reencontrado a Priscila?
E se não tivesse respondido aquele scrap?
E se não tivesse...e se não tivesse?

Na verdade, não quero saber. Gosto do rumo que minha vida tomou e sei que muitos acasos serão responsáveis por modificar meu destino. Para sempre indefinido. Poderia passar dias, semanas, meses ou anos escrevendo sobre o assunto. Nunca chegaria a uma conclusão. E jamais saberia se existe destino ou acaso.


(01 de julho de 2008)

1(2) 9(0)

Depois que fiz aniversário, fiquei pensando quantas coisas, além dos números, irão mudar na minha vida daqui pra frente. E isso me diverte, mas me preocupa ao mesmo tempo.

Em pouco menos de seis meses, serei jornalista de verdade. E com esse passo a frente, muitas coisas vão ser diferentes. Estágios? Nunca mais! E isso é ótimo, mas por outro lado é muito assustador.

Às vezes, me pego pensando se estou preparada para isso. Para ser profissional. Para ser jornalista. Não tenho dúvidas da profissão que escolhi, sei que optei pela coisa certa. Amo o que faço, sou apaixonada pelo jornalismo. Mas será que isso basta? E se não, o que vai bastar?

Enfim, são inúmeras incertezas, dúvidas, medos, sonhos e vontades que me fazem pensar que trocar o 1 pelo 2 e o 9 pelo 0 não é nada. Pelo contrário, 20 anos ainda é muito pouco tempo...


(19 de junho de 2008)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Gone

Quem de nós nunca fez planos para pessoas que partiram? Para momentos que nunca existiram? Para sentimentos que simplesmente se acabaram?

É normal, acontece com qualquer um. Afinal, o destino – ou qualquer coisa equivalente a ele – é algo que foge do nosso controle e quando isso acontece nossos desejos não são suficientes.


(9 de abril de 2008)

Saudade...

Saudade...
De quem ta perto.
De quem ta longe.
De quem ta perto, mas parece longe.
De quem ta longe de estar perto.

Saudade...
Que não tem cura de alguém que não volta mais.


(24 de março de 2008)

Auto-descrição

Um quebra-cabeça incompleto. Uma mente nada brilhante, mas cheia de idéias e ideais. Um sonho de realizar os sonhos, de sentir-se plena e realizada. Vontade quase incontrolável de ser, fazer e acontecer. Medo totalmente involuntário de decepcionar, arriscar, errar e até mesmo de acertar. Sensação de que nunca vai amadurecer o suficiente para seguir em frente, mesmo quando o vento sopra na direção contrária. Necessidade de acreditar no talento que tem – ou deixa de ter. Sempre na esperança de ter determinação, competência e sorte necessárias para alcançar um objetivo, ainda indefinido.

Essa sou eu. Essa é minha vida.


(17 de janeiro de 2008)

Lugares, pessoas, momentos...

Dizem que de cada lugar que passamos, pessoas que conhecemos e situações que enfrentamos, devemos tirar lições, aprendizados, exemplos. Em meus meros 19 anos de existência, já presenciei muitas coisas, boas e ruins, e que, de um jeito ou de outro, me mostraram que precisamos fazer com que a vida valha à pena. Porque as coisas que vivemos, passam. As pessoas que encontramos, se vão. E os lugares que conhecemos, se transformam. E o que fica? Somente as boas lembranças...


(14 de janeiro de 2008)

Paciência

Dizem que uma das maiores virtudes do ser humano é a paciência. Mas eu não sei se concordo. Talvez, a maior virtude do ser humano seja o poder de escolha e a sabedoria necessária para saber escolher o que é o melhor. Segundo Sócrates “quem sabe o que é bom, acaba fazendo o bem”. E acho que eu concordo com Sócrates. (Se é que eu posso)

Há um ano atrás, eu tive medo de escolher o caminho errado ou de me perder pelo caminho certo. O ruim de toda essa história, é que você só sabe que se enganou, depois de um (longo) tempo. E algumas vezes, o engano custa caro. No meu caso, eu fiz a escolha certa. Nunca me arrependi e tenho plena consciência que devo muito à minha escolha que, para muitos na época, não era coerente. Demorei pra ter certeza que não havia errado. As respostas vieram aos poucos, uma a uma. Era difícil decifrá-las, o medo e a insegurança nunca me deixavam ter certeza de que tudo ia ficar bem.

E a verdade é que a indecisão faz parte da vida. Faz o ser humano pensar, refletir, analisar. Porém, o que também pode levar muitas pessoas a cometer erros e equívocos é a mania de optar sempre pelo que já é certo, seguro. É mais fácil, de vez em quando, né? Infelizmente, muita gente tem medo de arriscar e levar um capote. Mas como sempre dizem: “só aprende a levantar, quem cai”.

Eu mesma só aprendi certas coisas levando na cabeça. Eu mesma já cometi erros por causa da minha mania de correr sempre pro lado incerto. Eu mesma já levei capote indo pelo caminho certo. O importante, é ter humildade o suficiente para saber voltar atrás se necessário for. Difícil é descobrir quando é necessário. Difícil é descobrir qual é o caminho certo.

Por isso, ao final dessa longa reflexão filosófica tosca eu acho que podemos juntar as idéias de Sócrates e do cara que disse que a paciência é a maior virtude do ser humano: “Quem sabe o que é bom, acaba fazendo o bem. E se, por um engano, ele não fizer: PACIÊNCIA!”


(4 de outubro de 2007)

Contradição

Eu sou a menina doida e responsável. Intolerante e compreensiva. Decidida e confusa. Relaxada e perfeccionista. Preguiçosa e solidária. Determinda e medrosa. Tímida e escandalosa. Metida e modesta. Distraída e observadora. Esperta e desligada. Eu sou a menina que precisa virar mulher. Eu sou a menina que tem idéias fervendo na cachola, mas que não sabe como colocar em prática. Eu sou a menina que ainda vai fazer sucesso...ou não.

(29 de maio de 2007)

Sorriso

Fecho a porta e, em seguida, os olhos. Deixo as lágrimas invadirem meu rosto.
Fico pensando enquanto passo as mãos pelos cabelos, sentindo um leve desespero. Talvez, eu esteja no lugar errado. Ou talvez, seja apenas o momento impróprio.

As lágrimas rolam e borram a pouca maquiagem. O cansaço - um pouco físico, muito psicológico - parece acabar comigo em um instante. E por um minuto, chego a pensar que nada nem ninguém será suficiente para me reconstituir. Exagero.

Chorar não vai adiantar. As lágrimas não me trazem soluções, apenas distorcem as imagens. É só mais uma forma de extravasar a minha insatisfação ao ver tudo que vejo errado e nada posso fazer para mudar. Nada mais do que já venho fazendo...

Então, eu me levanto e ergo o queixo.
Abro a porta e, em seguida, os olhos. Preciso que o sorriso invada meu rosto.

(24 de abril de 2007)

Vai passar...

As pálpebras pesam e os olhos se fecham antes que eu possa perceber. O corpo relaxa e a mente se acalma. É mais um dia que termina. Depois de tanto trabalho, viagens, sorrisos, olhares, palavras. Mais um dia pra estar acabada, arrasada, esgotada. Pra me sentir satisfeita, plena, feliz. Porque é clichê, eu sei. Mas eu tenho tudo que preciso pra alcançar tudo o que quero. Tenho vontade, esforço e determinação. E se não der certo, amanhã é um novo dia, não é? Uma nova chance de ser feliz. Uma nova chance de fazer dar certo. Com mais trabalho, viagens, sorrisos, olhares, palavras.

As pálpebras pesam e os olhos se fecham, antes que eu possa perceber. O corpo relaxa e a mente se acalma. É mais um dia que termina. E outro que está por começar. É só cansaço, vai passar...


(29 de março de 2007)

Planos, planos...

Dizem que planos foram feitos para dar errado. Um dia, fiz milhares, acreditando que cada um deles seria realizado. Eu tive certezas, criei expectativas e estabeleci princípios. De repente, isso já não fazia mais sentido.

Hoje, não quero mais ter nenhuma convicção, não quero impor regras para viver, nem planejar o dia de amanhã. Quero viver o presente, sem pensar no depois. Um dia, achei que isso era difícil e, na verdade, continuo achando. Mas enquanto eu não tentar, não vou saber o quanto isso pode ser bom.

Ou ruim.

(8 de setembro de 2006)