segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Timão voltou!
Eu não estava tão perto do Pacaembu quanto eu queria. Mas de onde eu estava, eu podia escutar a Fiel Torcida vibrar. Eu não sei ao certo se isso me fez sentir melhor ou pior. No entanto, isso já não importa mais. O que importa é que o “Timão voltou”.
Após 10 meses, que ao mesmo tempo pareceram 10 dias e 10 anos, o Corinthians retornou à Série A do Campeonato Brasileiro, onde "é o seu lugar"...e isso, ninguém pode negar.
Disputar a segunda divisão não foi tão difícil quanto pensávamos. Foi quase divertido. Foi também emocionante. Afinal, ver a torcida comparecer em peso ao estádio e cantar sem parar, mesmo na Série B, não é pra qualquer um.
E a recompensa para a Fiel não tardou, muito menos, falhou: com seis rodadas de antecedência, o Corinthians presenteou sua nação com a volta triunfal. E como se o retorno não fosse o suficiente para fazer a alegria dos corintianos, ídolos como Felipe e Dentinho demonstraram sua gratidão e caíram nos braços da Fiel.
Fiel que nunca abandonou o time e que, hoje eu posso dizer com muito mais certeza: jamais irá abandonar.
E se há 10 meses, eu chorei por ver meu Timão ser rebaixado, hoje, chorei por vê-lo subir. E com a certeza de que a nação corintiana está mais forte do que nunca.
"Vi gente acreditando como sempre desde 1910. Eu vi maloqueiro e sofredor, graças a Deus, não abandonando. Não parando. Acreditando. Corintianando."
Mauro Beting, publicado no Lance! de 24/10/2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Olimpíadas de Pequim
Parece que até outro dia, estávamos todos ansiosos à espera dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. E hoje, as Olimpíadas de Pequim já acabaram. E, apesar das derrapadas, pode-se dizer que os Jogos de 2008 marcaram o esporte brasileiro de um jeito positivo.
César Cielo, da natação, Maurren Maggi, do salto em distância, e as meninas do vôlei trouxeram medalhas douradas inéditas e emocionaram a todos com suas lágrimas incontidas. A guerreira Natália Falavigna colocou o Brasil pela primeira vez no pódio do taekwondo, Fernanda e Isabel trouxeram a primeira medalha feminina na vela, enquanto Ketleyn Quadros foi pioneira duas vezes: inaugurou o placar para o Brasil em Pequim e ainda se consagrou como a primeira mulher brasileira a conquistar medalha olímpica em provas individuais.
E se, no lugar do tão desejado ouro, veio a prata em algumas modalidades, nossos atletas não deixaram de nos encantar com sua raça e força de vontade. Marta, ao olhar para o céu e indagar “Deus, o que foi que eu fiz de errado?”, nos provou, mais uma vez, que no esporte, nem sempre quem joga melhor acaba vencedor. O vôlei masculino perdeu o ouro olímpico, mas não perdeu a raça e determinação e nem decepcionou. Afinal, eles podem. O mesmo aconteceu no vôlei de praia e em tantas outras modalidades que, até outro dia, nem sabíamos que tínhamos atletas brasileiros, como Yane Marques do Pentatlo Moderno.
Em Pequim, tivemos, sim, nossas decepções, que deixarão cicatrizes até Londres 2012. As Ginásticas Artística e Rítmica, os Saltos Ornamentais, o Salto com vara e, claro, o futebol masculino. No entanto, sabemos que “faz parte”. Em um país como o nosso, onde o esporte não passa de entretenimento, os nossos atletas precisam ser mais do que heróis para chegarem aonde chegaram.
Nas Olimpíadas 2008, o Brasil ficou com 15 medalhas, cinco a mais que em Atenas 2004, mas conquistou apenas três de ouro, duas a menos do que na edição passada dos Jogos. No entanto, os atletas brasileiros quebraram tabus e mostraram que, de vez em quando, vale a pena ser patriota e se emocionar ao ver nossos atletas no topo do pódio - e, por que não, do mundo - ao som do Hino Nacional.
Em Pequim, o Brasil...
• Conquistou a primeira medalha de ouro feminina em competições individuais com Maurren Maggi (salta em distância).
• Foi campeão da natação pela primeira vez com César Cielo.
• Conquistou o primeiro ouro do vôlei feminino.
• Ganhou a primeira medalha feminina de todos os tempos em competições individuais com Ketleyn Quadros (Judô).
• Trouxe a primeira medalha do taekwondo com Natália Falavigna.
• Chegou ao pódio pela primeira vez na vela feminina com Fernanda Oliveira e Isabel Swan.
(25 de agosto de 2008)
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Believe
Some time ago, I posted these same words here and, since then, I’ve thought about the same questions, the same doubts. “What do I picture myself doing?”, “What am I good at?”.
May be, in this time I’ve been thinking about these things, I could find some answers to the questions on my mind. But there are so many things about me that I still don’t know. I still don’t know what I am good at. And I don’t think I’ll discover it very soon.
What I know is what everyone should: I want and I need to believe in my dreams. It doesn’t matter what it is…I just need to believe.
(21 de agosto de 2008)
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Alvinegro
Corinthians, o time da fiel, de Orlando Duarte e João Bosco Tureta
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Extraordinário
Bridget Jones - Bridget Jones's Diary
São Paulo 1910
Corinthians, o time da fiel, Orlando Duarte e João Bosco Tureta
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
A gente cresce e nem percebe
Na volta, peguei o metrô na estação Sé e, como de costume, parei próxima à porta e segurei no apoio à minha esquerda. Quando o trem saiu do lugar, a pessoa que estava ao meu lado quase caiu. Olhei pra ela e ela olhou pra mim com aquela cara de 'oops, essa foi por pouco'. E foi aí que eu a reconheci: Patrícia havia estudado inglês comigo há uns dois anos e, desde que ela parou as aulas, nunca mais a tinha visto.
Ela era uma aluna até aplicada, mas o que eu achava legal mesmo nela era a forma como se vestia. Patrícia é baixinha como eu, magra e estava sempre de calças largas, blusinhas básicas e tênis de mano. Talvez, não tenha nada a ver comigo, mas sempre curti esse tipo de estilo, despojado.
Mas ontem, quando a vi, percebi que ela não havia mudado muito mas, também já não era mais a garota estilosa que eu conheci. Vestia roupas normais, de gente que cresceu e foi obrigada a deixar alguns gostos pra trás: calça social, sobretudo preto, camisa branca, bota bico fino com direito a crachá pendurado no pescoço.
Foi aí que eu olhei o meu reflexo na porta do trem e me dei conta que eu também não sou mais a mesma menina de dois anos atrás. Agora, eu também visto roupas de gente que cresceu e foi obrigada a abandonar antigos gostos. E todas as minhas idéias, princípios, sonhos e vontades foram renovados junto com as roupas que eu guardava no meu armário.
E então eu percebi algo que eu já deveria saber: eu cresci. E a Partícia também. Não tem como fugir, tem?
(08 de agosto de 2008)
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Nancy II
A Sangue Frio, Truman Capote
Balada dos Enforcados
Não sejais corações endurecidos;
Tendo pena de nós, pobres, talvez
De Deus sereis mais cedo merecidos”
Balada dos Enforcados, François Villon
Nancy
A Sangue Frio, Truman Capote
El Pasado II
O Passado, Alan Pauls
terça-feira, 29 de julho de 2008
Ichi Rittoru no Namida
Depois de assistir e derramar “um litro de lágrimas”, não consigo parar de perguntar, “por qual motivo estamos vivendo?”. Até onde devemos chegar? Pelo que devemos lutar? No que podemos acreditar? E as respostas...ah, as respostas, eu receio que jamais vou encontrar.
Acredito que para todo sofrimento exista uma recompensa, um aprendizado. Eu sei que tudo que já passei não é nem metade do que muitos outros passaram ou ainda vão passar. Mas é o fardo que posso carregar com toda minha dignidade. É o fardo que me fez/faz enxergar que eu ainda tenho muito o que aprender, tenho muito pelo que lutar e que eu ainda posso, apesar de tudo, acreditar em muitas coisas.
A chave pra felicidade talvez seja ter esperança e lutar por aquilo que acreditamos. Talvez, apenas talvez. Mas se não for isso, então, o que pode ser? Por que estou aqui? Por que estou vivendo? A vida não pode ser passageira, descartável...e se for, por que sofremos? Por que...? São tantos porquês.
*Em português, a série se chama Um Litro de Lágrimas e conta a história de Aya Ikeuchi, uma menina de 15 anos que descobre sofrer de Degeneração Espinocerebelar. Com o tempo, quem sofre dessa doença progressiva, perde os movimentos dos quatro membros, a fala e, aos poucos, o organismo todo fica debilitado. A série é inspirada na história real de Aya Kito, que sofreu durante 10 anos com a degeneração.
(28 de julho de 2008)
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Paixão
Amo estar apaixonada e estou todos os dias. Por tudo que faço e por todos que amo. A paixão é meu combustível, meu motivo pra sair do lugar.
E, se um dia isso acabar e a paixão não existir. Então, eu não existo mais também.
(21 de julho de 2008)
1 ano
Se hoje eu sou forte, devo muito a você. Minha mãe, meu exemplo.
Você me ensinou a enfrentar o mundo e encarar as coisas como elas são. Afinal, pra tudo existe uma solução. Você me mostrou que o sofrimento é inevitável, mas que é possível passar por ele sem perder a dignidade.
(18 de julho de 2008)
Longe...
(17 de julho de 2008)
Corinthians
Osmar Santos
Pacaembu debut
E do alto daquela arquibancada cinza, era possível reconhecer os jogadores pela fisionomia, ver a bola rolar, acompanhar as defesas, os ataques e passes. E na hora do gol, a sensação é quase indescritível. Sábado, Dentinho marcou para o Corinthians, correu para a linha de fundo (bem na arquibancada que eu estava) e, logo depois, os outros jogadores se juntaram a ele. É uma vibe sem explicação que só quem curte o bom e velho futebol vai entender.
(07 de julho de 2008)
Saber o sabor
“Viver só vale à pena quando provoca saudade de querer fazer de novo só porque é bom.”
Saber o sabor – Biquíni Cavadão
Destino, acaso
Será que destino existe? Será que tudo realmente está escrito?
Observando os últimos acontecimentos, eu, que sempre pensei acreditar nele, sou obrigada a dizer que talvez não. Não exista. Nos últimos dias, parei pra pensar e refletir. E cheguei à conclusão – nada conclusiva - que muitas coisas teriam acontecido ou deixado de acontecer por um simples detalhe. Um simples acaso.
Aquele encontro que você perdeu, o telefonema que você não atendeu, a pessoa que você não conheceu....enfim, simples detalhes que são capazes de mudar uma vida. Um destino. Que são capazes de unir e separar vidas e destinos.
Sempre aplico essas reflexões na minha vida e seus acasos. No meu destino indefinido. E são tantos “e se”, que nem sei por onde começar.
E se não tivesse sido contratada na Band?
E se não tivesse reencontrado a Priscila?
E se não tivesse respondido aquele scrap?
E se não tivesse...e se não tivesse?
Na verdade, não quero saber. Gosto do rumo que minha vida tomou e sei que muitos acasos serão responsáveis por modificar meu destino. Para sempre indefinido. Poderia passar dias, semanas, meses ou anos escrevendo sobre o assunto. Nunca chegaria a uma conclusão. E jamais saberia se existe destino ou acaso.
(01 de julho de 2008)
Scarlett + Woody
"A personalidade, a voz, a aparência, os olhos, o peso, os lábios. Tudo combina de um jeito que é maior do que a soma das partes - e olha que estamos falando de partes sensacionais".
Woody Allen sobre Scarlett Johansson em entrevista à Revista S.A.X.
Britney
“Britney é a síntese do paradoxo da fama: amá-la, odiá-la, jamais ser capaz de deter seu poder de destruição."
Revista Rolling Stone de março de 2008.
1(2) 9(0)
Homem medida
Protágoras
Marshall
“Marshall parece não conseguir se livrar do que, reconhece, é um hábito que a acompanha pela vida toda: sempre repete a mesma pergunta sofrida a qualquer pessoa que esteja em sua presença – ‘Você está bravo comigo?’”
Revista Rolling Stone de abril de 2008.